Ficha Técnica


Título: Eternas Escamas (Fins Are Forever)
Autor (a): Tera Lynn Childs
Editora: ID
Gênero: Romance e Fantasia
Nº de Páginas: 280


Sinopse: 

"Aos 18 anos, Lily Sanderson vai se tornar simplesmente uma... garota. Ela ainda será sereia, mas ao assinar sua renúncia ao trono de Thalassínia, vai apagar completamente a princesa Waterlily e dar vida à plebeia Lily. Com o namorado Quince ao seu lado, um humano, Lily está feliz com sua decisão. Mas logo a maré começa a virar. Seu pai envia Dosi, sua prima encrenqueira, para morar com ela em terra. O que Dosi teria aprontado desta vez para ser exilada e ficar presa em sua forma humana  algo que ela odeia?

As ondas trazem ainda um garoto tritão direto do seu passado. Sua chegada e um pedido a deixam confusa, e ela já não tem mais certeza do que quer. Lily se vê num tsunami de decisões: seu futuro com Quince versus a lealdade ao reino. Será possível conciliar amor, dever e sonhos?"



Olá, queridos. Estou mergulhando, pela segunda vez, na Trilogia Fins. Demorou, mas chegou (ufa). Caso ainda não tenha lido a resenha do primeiro livro, No Fundo do Amor, basta clicar aqui.

A história começa, basicamente, no mesmo ponto que o livro anterior terminou. Após romper a acidental ligação mágica formada com seu vizinho e adorável baiacu Quince, por quem se apaixonou no processo, Lily continua morando com sua tia Rachel enquanto frequenta o ensino médio. No entanto, seu aniversário se aproxima e, segundo as leis de Thalassínia, uma princesa que não esteja ligada em seu décimo oitavo aniversário deverá renunciar o título e o trono, tornando-se uma simples mermaid. Lily, neste ponto, mantém um relacionamento saudável com Quince (quem diria? rs), o qual está protegido de quaisquer ligações com sereias desde o ritual de separação, portanto seus planos consistem em estudar muito para fazer um milagre na pontuação do SAT (Teste de Admissão Escolar) e conseguir entrar em uma universidade, já que seus dias como princesa estão contados.

Todavia, após um estranho terremoto, sua encrenqueira prima Dosi (a qual é bastante conhecida por aprontar muito e sair quase sempre impune) aparece na porta de sua casa. Junto a ela há uma carta de seu pai, rei de Thalassínia, que apesar de não revelar os verdadeiros motivos de seu exílio, implora para que Lily encare a estadia da prima como sua última tarefa real, ajudando-a a se livrar de seu antigo rancor pelos humanos, causado pela morte de seus pais por mãos de pescadores quando ela ainda era muito jovem.


Apesar de odiar a situação, odiar ter de cuidar de Dosi enquanto sua vida acadêmica está um caos, Lily sente-se tocada com o pedido do pai. Desta forma, tia Rachel matricula Dosi na mesma escola de Lily, para que assim ela possa conviver com o mundo humano e aprender como é a vida em terra firme.

O que a nossa protagonista certamente não esperava era que Dosi se adaptaria muito bem ao colégio (compreendendo o senso de moda dos humanos, algo que Lily nunca foi capaz) e se tornaria bastante íntima de Brody – sua antiga paixão platônica.


Um inesperado reencontro acontece para finalizar a tarefa de transformá-la em uma verdadeira pilha de nervos. Tellin, um antigo amigo tritão e príncipe de um reino marinho distante, aparece em sua porta determinado a todo custo a convencê-la a não abrir mão de seu título como princesa. E é a partir dai que todas as dúvidas e receios começam a emergir e pressioná-la ainda mais: escolher entre seu futuro real em Thalassínia, mas ter de abrir mão de um futuro com Quince; ou ficar na terra com o seu amor, abrir mão do título, e tentar ser aceita em uma universidade? Estaria ela sendo egoísta? Agindo através da paixão? Será que, no fim, conseguirá ser feliz com a sua escolha?




"Os músculos do seu pescoço se tencionam, e ele se vê tão desesperado que desejo descansar minha mão contra sua bochecha para lhe dizer que tudo estará bem. Mas quem sou eu para saber que tudo estará bem? Apenas posso lutar para chegar ao final de cada dia."




Eternas Escamas continua com mesmo o humor e a leveza que o primeiro livro nos apresenta, mas também traz um amadurecimento necessário ao enredo e à protagonista. Lily deixa de ser somente uma garota boba e apaixonada para enfrentar as grandes escolhas da vida e suas consequências, o que nos sentir ainda mais próximos à história. Desta forma, dou-lhe as minhas quatro estrelinhas cinza, já que para mim ele cumpre com seu objetivo do início ao fim. O último livro da trilogia, Just for Fins, ainda não possui uma previsão de lançamento aqui no Brasil, então o que nos resta é esperar a misericórdia da Editora ID. :(






Ficha Técnica


Título: 
O Beijo das Sombras (Vampire Academy)
Autor (a): Richelle Mead
Editora: Agir
Gênero: Romance e Fantasia
Nº de Páginas: 320



Sinopse: 

"Lissa Dragomir é uma adolescente especial por várias razões: ela é a princesa de uma família real muito importante na sociedade de vampiros conhecidos como Moroi. Por causa desse status, Lissa atrai a amizade dos alunos Moroi mais populares na escola em que estuda, a São Vladimir. Sua melhor amiga, no entanto, não carrega consigo o mesmo prestígio: meio vampira, meio humana, Rose Hathaway é uma Dampira cuja missão é se tornar uma guardiã e proteger Lissa dos Strigoi - os poderosos vampiros que se corromperam e precisam do sangue Moroi para manter sua imortalidade.

Pressentindo que algo muito ruim vai acontecer com Lissa se continuarem na São Vladmir, Rose decide que elas devem fugir dali e viver escondidas entre os humanos. O risco de um ataque dos Strigoi é maior, mas elas passam dois anos assim, aparentemente a salvo, até finalmente serem capturadas e trazidas de volta pelos guardiões da escola.

Em O Beijo das Sombras, Lissa e Rose retomam não apenas a rotina de estudos na São Vladimir, mas também o convívio com a fútil hierarquia estudantil, dividida entre aqueles que pertencem e os que não pertencem às famílias reais de vampiros. São obrigadas a relembrar as causas de sua fuga e a enfrentar suas temíveis consequências. E, quem sabe, poderão encontrar um par romântico aqui e outro ali. Mais importante, Rose descobre por que Lissa é assim tão especial: que poderes se escondem por trás de seu doce e inocente olhar?"





Olá, boys and girls. Mais uma resenha fresquinha e, dessa vez, da saga já bastante conhecida Academia de Vampiros. Há um tempo, mais ou menos desde Crepúsculo, falar sobre vampiros se tornou uma espécie de clichê literário. Por tal motivo, admito, "virei a cara" para esse livro algumas vezes. Mas depois de assistir uma pequena parte do filme homônimo de 2014, o qual infelizmente não possui a mesma qualidade do livro, decidi dar uma chance à saga de Richelle Mead. E não me arrependi.

Ao contrário do que a sinopse nos faz pensar, a protagonista é Rose e não Lissa, e é no ponto de vista dela que a trama se desenrola. Elas são duas amigas que fugiram da Academia São Vladmir há dois anos e são capturadas logo no início do livro por um grupo de guardiões (dhampirs, iguais a Rose) e levadas de volta. Lissa retorna para suas aulas que incluem Magia Elementar e tantos outros atributos importantes para a sociedade Moroi; enquanto Rose volta aos treinamentos para se tornar uma guardiã. Seu maior sonho é ser a guardiã de Lissa, com quem tem uma ligação psíquica, algo muito raro entre guardiões e seus protegidos Moroi.




"- Ela pode ser malcriada e desrespeitosa, mas se tem potencial...
- Malcriada e desrespeitosa? - interrompi - Quem é você, afinal? Algum tipo de ajuda terceirizada?
- O guardião Belikov é o guardião da princesa agora - disse a Diretora Kirova - o seu guardião sancionado.
- A senhora contratou mão de obra barata estrangeira para proteger Lissa?"




Rose é uma personagem forte e cheia de sarcasmo, o que a faz se meter em diversos tipos de encrencas. No entanto, além da ligação com Lissa que a permite saber se a mesma está em perigo, ela possui um forte senso de proteção quanto à amiga, que foi o que a fez fugir da academia para início de conversa. Para compensar assim os dois anos sem prática (e também como punição pela fuga), ela é obrigada a ter treinos extras com Dimitri Belikov, um guardião russo que foi designado para Lissa. Nem é preciso falar sobre o potencial do romance, certo?

Enquanto tudo isso acontece, Rose e Lissa têm de se integrar novamente à vida social da academia, o que inclui as fofocas diárias sobre o porquê delas terem fugido, como Lissa se alimentava, como elas conseguiram burlar a alta segurança do São Vladimir, etc. Entre outras coisas, alguém que alega "saber o que Lissa é" deixa um rastro de animais mortos como recados para a princesa pedindo para que ela se vá novamente. Rose, perturbada por ver a amiga cada vez mais abalada, começa uma busca para descobrir quem a está ameaçando e o porquê de Lissa possuir poderes incomuns, como a capacidade de curar os feridos e usar a compulsão até mesmo nos Moroi.

Pouco a pouco, segredos do passado vão sendo revelados na trama, assim com o mistério dos poderes de Lissa. O Beijo das Sombras é, definitivamente, um livro ótimo que consegue intercalar ação, mistério e romance com um toque de comédia. Toda a mitologia dos dhampirs, morois e strigois é maravilhosa, e é justamente o que o destaca dos "clichês" encontrados nas histórias de vampiros. O único ponto negativo foi, ao meu ver, a tradução do título aqui no Brasil. Originalmente, o livro se chama Vampire Academy (Academia de Vampiros), e poderia ter sido traduzido dessa forma por aqui também. O "Beijo das Sombras" não é necessariamente inapropriado, mas é algo que a gente só descobre o significado no fim do livro. Com o livro 3 que recebe o título Shadow-Kissed (Beijada pelas Sombras), a tradução feita foi Tocada pelas Sombras. Uma repetição desnecessária, já que Academia dos Vampiros é um bom título e daria o nome o qual todos conheceriam à saga, assim como outros best-sellers como Jogos Vorazes, Dezesseis Luas, etc. Mas isso é realmente um detalhe pequeno e quase irrelevante para a maioria das pessoas, o que é uma pena. :/

Espero que continuem acompanhando o blog, e principalmente as resenhas que virão. Alguém disse Aura Negra? Uhulll Õ/






Ficha Técnica


Título:
No Fundo do Amor (Forgive My Fins)
Autor (a): Tera Lynn Childs
Editora: ID
Gênero: Romance e Fantasia
Nº de Páginas: 296


Sinopse: 

"Lily Sanders é metade humana, metade sereia. Ah, e não é uma sereia qualquer: é uma princesa Thalassínia que resolveu tomar novos ares e viver em terra firme. Enquanto dribla seu vizinho chato, Lily tenta chamar a atenção do perfeito Brody Bennet. Ela apenas espera que seus planos não naufraguem..." 



Eu li esse livro há muito, muito tempo. Não tenho certeza de quanto, mas lembro que quando o li, ainda não existia uma edição brasileira. Sim, foi um daqueles momentos em que os tradutores informais da internet (sem fins lucrativos) salvaram a minha vida, porque No Fundo do Amor (ou no original, como estou mais acostumada, Forgive My Fins) foi uma das estórias mais divertidas que já tive o prazer de conhecer.

A autora, Tera Lynn Childs, é conhecida por livros e contos com mitologia, que variam desde sereias até deuses gregos, sempre com um romance doce e toques suaves de comédia, o que, na minha opinião, deu muito certo por aqui. No Fundo do Amor é tudo isso: romântico, suave, engraçado, emocionante e divertido.

Tudo começa com Lily, a nossa romântica e um tanto ingênua protagonista, tentando criar coragem para convidar Brody - sua paixão platônica de três anos - para o baile. No entanto, toda vez que consegue a atenção de seu amado, algo a interrompe: seja o seu medo, sua falta de tato ou seu vizinho Quince, que está sempre muitíssimo feliz em irritá-la. Após algumas tentativas fracassadas, o próprio Quince se oferece para ajudá-la a conquistar Brody durante o baile, o que pode ser mais uma de suas armadilhas para infernizá-la, ou pode ser a grande chance que Lily tem esperado durante muito tempo.


Até este ponto, o enredo é bem comum. Temos uma adolescente apaixonada pelo garoto mais popular do colégio que, ao mesmo tempo em que tenta declarar seus sentimentos, precisa também lidar com um verdadeiro "pé no saco", ou no caso um Baiacu, como Lily prefere chamar. No entanto, Lily não é nada comum. Ela é, na verdade, a Princesa Waterlily de Thalassínia, um próspero reino subaquático, "abençoado" por Poseidon, onde milhares de sereias e tritões vivem harmoniosamente, incluindo seu pai, o Rei; Peri, sua melhor amiga sereia; e Dosi, sua prima encrenqueira. Há três anos, Lily descobriu que sua mãe, que morreu em um acidente de carro pouco depois de seu nascimento, era uma humana. Para se reconectar com seu passado, e também com esse lado de si mesma que ela não conhecia, Lily acaba se mudando para "terra firme", indo morar então com sua tia Rachel.

O mais interessante é que, mesmo em terra, vivendo um cotidiano humano e cheio de preocupações humanas, Lily não deixa sua metade aquática de lado. Por exemplo, sua infinita e divertida terminologia marinha me fez questionar várias vezes durante a leitura se Tera Lynn Childs realmente não veio de um reino subaquático. Sério. A escrita é criativa e convincente.

Mas voltando ao enredo... ao aceitar - relutante - a ajuda do Baiacu Quince, Lily aceita também seguir seu plano, que consiste em esperar em uma biblioteca escura e vazia durante o baile enquanto Quince arma para que Brody vá a seu encontro. Lily o espera. E ele vai. E acontece um beijo de arrepiar as barbatanas. O problema é que, ao abrir os olhos, Lily percebe que aquele que a beijou não foi Brody, seu tritão dos sonhos, mas sim o seu vizinho motoqueiro e irritante. E é aí que a trama realmente começa, pois uma coisa... interessante acontece quando uma sereia Mer beija um humano.


Acompanhar a jornada de Lily é divertido porque, ao mesmo tempo em que conhecemos a mitologia maravilhosa que Tera Lynn Childs criou para suas sereias, também assistimos o desenvolvimento de um romance que, apesar de ficcional, conseguiu englobar a beleza e a complexidade de um relacionamento real. 

No Fundo do Amor flui bem, possuindo cenários bem construídos (principalmente as cenas em Thalassínia), personagens cativantes e plots que são bem explorados e aprofundados. Apesar de algumas coisas nos irritarem durante a leitura, como o fato da protagonista só enxergar o que quer, a experiência em si é positiva e todas as pontas da trama são bem amarradas até o fim do livro, que termina com um gancho que nos faz roer as unhas por Eternas Escamas, a continuação já lançada aqui no Brasil.



"– Não acredita que é bonita?  sua voz baixa e sem inflexões.
– Eu sei que não sou – respondo. – Não sou como Courtney ou Dosinia. Inclusive Peri tem um estilo elegante e bonito. Eu apenas sou... eu.

Eu, com sardas, pernas finas e lábios grandes iguais aos olhos. Quem poderia me achar atraente? Sou como um avestruz.

– Não deve fazer suposições sobre como os demais te vêem, Lily. – disse, soando sincero. Não pude afastar o olhar dele, quando adicionou: – Algumas pessoas encontram beleza no caos."



Apesar de não ser um gigante da literatura, o livro não decepciona e é bastante recomendável para os fãs de mitologia, marinha ou em geral. Na verdade, ele até nos surpreende com plots que conseguem realmente nos emocionar. Pela construção sólida e criativa, dou-lhe as minhas quatro estrelinhas cinza. Espero que tenham gostado da resenha e continue me acompanhando aqui no My Notebook e lá em Thalassínia também, onde em breve estarei novamente. Até a próxima... Õ/







Att: para conferir a resenha da continuação da série  Eternas Escamas –, clique aqui.


Ficha Técnica


Título: A Sereia (The Siren)
Autor (a): Kiera Cass
Editora: Seguinte
Gênero: Romance e Fantasia
Nº de Páginas: 328


Sinopse: 

"Anos atrás, Kahlen foi salva de um naufrágio pela própria Água. Para pagar sua dívida, a garota se tornou uma sereia e, durante cem anos, precisa usar sua voz para atrair as pessoas para se afogarem no mar. Kahlen está decidida a cumprir sua sentença à risca, até que ela conhece Akinli. Lindo, carinhoso e gentil, o garoto é tudo o que Kahlen sempre sonhou.

Apesar de não poderem conversar pois a voz da sereia é fatal, logo surge uma conexão intensa entre os dois. É contra as regras se apaixonar por um humano, e se a Água descobrir, Kahlen será obrigada a deixar Akinli para sempre. Mas, pela primeira vez em muitos anos de obediência, ela está determinada a seguir seu coração."


Trazido somente agora para o Brasil através da Editora Seguinte, A Sereia foi o primeiro livro lançado por Kiera Cass - autora da consagradíssima série A Seleção. Acredito que a maioria dos fãs (estou inclusa) que acompanharam personagens maravilhosos como a America e o Maxon durante tanto tempo enlouqueceram ao saber desse novo lançamento. Eu, particularmente, estava super curiosa para conhecer um novo "mundo" da Kiera, já que faz um bom tempo que ela não lança algo afastado do universo d'A Seleção.

Nesse livro, Kiera faz uma releitura emblemática do mito das sereias. O que acontece basicamente é que, para continuar abastecendo o mundo, a Água (sim, ela é uma personagem) precisa ser alimentada de tempos em tempos. Quando desastres naturais não acontecem, é papel das sereias cantar para afundar embarcações e atrair as pessoas para o mar; por conta disso, sua voz é mortal para os humanos. Por outro lado, as próprias sereias foram "salvas" e transformadas pela Água durante tais desastres. O preço que têm a pagar é 100 anos de servidão à Água, atendendo seus chamados quando o momento do "canto" se aproxima. Nesse meio tempo, elas não se machucam, adoecem ou envelhecem, além de poderem nadar durante horas sem se cansar. Após saldar a dívida, elas têm as memórias apagadas e podem desfrutar o resto de suas vidas como humanas.

Logo somos apresentadas às sereias, que formam uma espécie de irmandade, o que é um dos pontos mais legais do livro. Cada uma tem uma personalidade completamente diferente, mas ainda sim são super companheiras e fiéis umas com as outras. Temos a Aisling, misteriosa e isolada; Miaka que, mesmo com suas aspirações artísticas, é possivelmente a mais equilibrada do grupo; Elizabeth, um furacão em forma de mulher; a indiana Padma que surge no meio da narrativa carregando um passado doloroso; e por último, mas não menos importante, Kahlen, a nossa protagonista, que já possui 80 anos de servidão. 


Enquanto as outras garotas tentam se reconectar com o mundo, mesmo que de uma forma um tanto limitada, Kahlen se mantém distante e rigorosamente fiel ao pacto feito com a Água, que é como uma mãe para todas elas. Apesar de amá-la e compreendê-la, seu relacionamento com a Água é complexo, pois o dever a ser cumprido é como um fardo, o que a faz viver contando e temendo os dias que faltam para o próximo canto.

Apesar da tentativa de se manter afastada do mundo humano, Kahlen conhece Akinli, um garoto doce e muito gentil, que consegue "derrubar" suas defesas. O fato de Kahlen não poder falar perto dele, pois isso o mataria, não impede a conexão que se estabelece entre os dois. Juntos, eles tinham muito potencial e certamente teriam formado um casal cheio de química se a autora assim quisesse. E é aí que os problemas começam.


Apesar de apresentar uma mitologia singular e personagens interessantes, pouca coisa é explorada ou aprofundada. Apesar de sereias, as garotas passam mais tempo em terra firma do que no fundo do mar. É claro que o enredo gira em torno da paixão que se desenvolve entre uma sereia e um humano e, sendo assim, seria um pouco difícil se a estória se passasse inteiramente debaixo d'água, mas senti falta de um maior aprofundamento mitológico. A Água guarda segredos milenares e, em determinado momento, pensamos que algo surpreendente vai ser revelado, mas a expectativa é basicamente em vão. Muita coisa é prometida, mas o desenrolar das coisas é um tanto clichê.

Sobre o relacionamento entre Akinli e Kahlen, como já citei lá em cima, é mais um dos pontos que poderia ser muito bem desenvolvido, mas não foi. Quando estão juntos, os dois são muito fofos, mas isso só acontece quatro vezes em todo o livro. Sim, apenas QUATRO vezes. E com um intervalo enorme de tempo entre elas. Isso é decepcionante pois é a chegada de Akinli que muda toda a trajetória de Kahlen, ou seja, é um romance que merecia muito mais atenção. Em um piscar de olhos, Kahlen decide que encontrou o amor de sua vida e muda o seu jeito de ser e agir. Enfim, foi um plot bonito, mas ligeiramente raso.



"Sempre há espaço para o amor, mesmo que seja tão pequeno quanto uma fresta na porta."



O que realmente faz toda a diferença desde o início é o amor entre as irmãs. Mesmo que a falta de ação e aprofundamento em determinados pontos da estória tenha afetado negativamente a minha opinião quanto ao livro, a forma como ele apresenta os variados tipos de amor presentes na vida de Kahlen acaba nos conquistando, de certa forma. E é esse amor que conduz a um desfecho bonito, a custa de alguns pequenos sacrifícios. Como sempre, apesar dos pontos negativos, a escrita da Kiera não deixa a desejar. Um romance leve e delicado, quando a gente menos espera, já acabou. Bom para ser a leitura de um fim de semana, ou num dia de tédio, sem grandes expectativas. 





Ficha Técnica


Título: A Viagem do Tigre (Tiger's Voyage)
Autor (a): Colleen Houck
Editora: Arqueiro
Gênero: Romance, Fantasia e Aventura
Nº de Páginas: 494


Sinopse: 

"Em sua terceira busca, a jovem Kelsey Hayes e seus tigres precisam vencer desafios incríveis propostos por cinco dragões míticos. O elemento comum é a água, e o cenário de mar aberto obriga Kelsey a enfrentar seus piores temores.

Dessa vez, sua missão é encontrar o Colar de Pérolas Negras de Durga e tentar libertar seu amado Ren tanto da maldição do tigre quanto de sua repentina amnésia. No entanto o irmão dele, Kishan, tem outros planos, e os dois competem por sua afeição, além de afastarem aqueles que planejam frustrar seus objetivos."


Demorou, mas chegou! Depois de meses me enrolando com outras sagas, e mais alguns meses afundando (literalmente) n'A Viagem do Tigre, voltei com as resenhas críticas da saga mais cheia de ação, romance, aventuras mitológicas e drama que eu já experimentei ler. Como de costume, para os desavisados: se você nunca leu a Saga do Tigre, dê meia volta e faça uma visitinha à resenha do primeiro livro clicando aqui.

O início desse terceiro volume é bastante doloroso, ao menos para mim que tenho a (chata) mania de me envolver emocionalmente com esses bebês, vulgarmente conhecidos como livros

Após um breve vislumbre do nosso vilão, Lokesh, e de sua ira ao descobrir estar em posse de uma versão falsa do amuleto, seguimos rapidamente para a rotina de Kelsey e seus dois príncipes/tigres amaldiçoados. Apesar de ter sido resgatado, o tigre branco está diferente: além do trauma que os horrores do cativeiro o causaram, Dhiren retorna sem memória alguma sobre Kelsey. Rapidamente percebemos que não se trata de uma amnésia comum, pois todos os momentos que passaram juntos, até os meses no Oregon, estão intactos em sua mente; a única coisa da qual ele não se recorda é da nossa Rabanete.

E nem é preciso dizer o quão isso afeta o relacionamento dos dois, certo? Afinal, após tanto tempo sofrendo com a distância e o medo pela vida de seu amado, ao reencontrá-lo Kelsey descobre que Ren simplesmente não sabe quem ela é. E, após os eventos do Pior Aniversário de Todos os Tempos no fim de O Resgate do Tigre, algumas de suas inseguranças voltam com força total.



"- Kelsey, o que mais você quer de mim?
- Quero o meu velho Ren de volta!
- Bom, não sei o que dizer. Talvez o velho Ren tenha desaparecido para sempre. E... este novo Ren não quer perder você."



Do outro lado, temos também um Kishan cada vez mais carinhoso, maduro e obstinado a conquistar a (ex?) namorada de seu irmão. E é em meio a esse rebuliço emocional que os três entram em uma nova busca, guiados pela Lady Bicho-da-Seda, com o objetivo de encontrar o Colar de Pérolas Negras de Durga e quebrar a terceira parte da maldição. Mais uma vez a Collen Houck merece uma salva de palmas pela forma inteligente de conduzir o enredo. Ela conseguiu com maestria, ao nos apresentar o mito de Parvati e Shiva e também à história de vida da Lady Bicho-da-Seda, intercalar significados ocultos que remetem às vidas de Ren, Kishan e Kells. Alguns pequenos detalhes sobre futuros acontecimentos também são plantados aqui e ali, mas são coisas que, geralmente, apenas quem já leu a saga é capaz de perceber.



Com a água como o elemento da vez, temos uma significativa mudança de cenário: da grande mansão dos Rajaram saltamos para o Deschen, um enorme e luxuoso iate. Este foi um aspecto positivo de diversas formas pois, além de adquirirmos conhecimento sobre iates e técnicas de mergulho (falo muito sério quando digo isso), também tivemos a presença de alguns personagens inusitados, como o professor de mergulho, Wes, que nos proporcionou ótimos momentos de descontração, e a não tão adorável Randi, que proporcionou momentos... melhor deixar pra lá.

É nesse cenário aquático que descobrimos uma das maiores, talvez até a maior, fobias da Kells: tubarões. A garota simplesmente entra em pânico só de pensar no assunto, o que em alguns momentos dá muita raiva ou muita dó.

Para chegar ao Sétimo Pagode, onde o Colar se encontra, os três têm de enfrentar os Dragões dos Cinco Oceanos. Desta forma, ao mesmo tempo em que o trio é testado, assim como Kelsey e Kishan nas Casas em Shangri-lá, os dragões os conduzem ao seu objetivo final. A imagem acima é uma fan-art muito cute que encontrei na internet e que simboliza um dos momentos mais cheios de ação do livro, durante uma espécie de competição proposta pelo dragão verde.

Ao término da busca, ao qual não vou me delongar mais se não acabo soltando spoilers, uma série de acontecimentos abala e muda a trajetória traçada pelos nossos queridos personagens, nos deixando aflitos e ansiosos para o próximo e último volume, que se chama O Destino do Tigre. Seu coração também palpitou? Eu te entendo.

Enfim, A Viagem do Tigre não deixou a desejar, muito pelo contrário, apenas aumentou a minha necessidade de devorar o resto da história. Merece as cinco estrelinhas! Espero que tenha gostado da resenha e continuem me acompanhando nessa aventura perigosa e emocionante.





"Quero dar a ela o melhor de tudo.
Quero fazê-la feliz.
Quero me lembrar dela.
Quero tocar nela.
Quero amá-la"







AVALIAÇÃO




Ficha Técnica


Título: Paixão Sem Limites (Fallen too Far)
Autor (a): Abbi Glines
Editora: Arqueiro
Gênero: Romance Erótico
Nº de Páginas: 192



Sinopse: 
"Ele podia ter tudo que quisesse. Menos ela.

Blaire Wynn não teve uma adolescência normal. Ela passou os últimos três anos cuidando da mãe doente. Após a sua morte, Blaire foi obrigada a vender a casa da família no Alabama para arcar com as despesas médicas. Agora, aos 19 anos, está sozinha e sem lugar para ficar. Então não tem outra escolha senão pedir ajuda ao pai que as abandonara. 

Ao chegar a Rosemary, na Flórida, ela se depara com uma mansão à beira mar e um mundo de luxo completamente diferente do seu. Para piorar, o pai viajou com a nova esposa para Paris, deixando Blaire ali sozinha com o filho dela, que não parece nada satisfeito com a chegada da irmã postiça. Rush Finlay é filho da madrasta de Blaire com um famoso astro do rock. Ele tem 24 anos, é lindo, rico, charmoso e parece ter o mundo inteiro aos seus pés. Extremamente sexy, orgulha-se de levar várias garotas para a cama e dispensá-las no dia seguinte. Blaire sabe que deve ficar longe dele, mas não consegue evitar a atração que sente, ainda mais quando ele começa a dar sinais de que sente a mesma coisa. 

Convivendo sob o mesmo teto, eles acabam se entregando a uma paixão proibida, sobre a qual não têm nenhum controle. Mas Rush guarda um segredo que Blaire não deve descobrir e que pode mudar para sempre as suas vidas."



Esse livro foi, oficialmente, meu recorde de leitura. Em seis horas (sim, eu madruguei) já havia devorado Paixão Sem Limites; seja por suas curtas 192 páginas, seja pelos personagens carismáticos, ou talvez pela leveza da escrita de Abbi Glines - e quando digo "leveza", falo apenas tecnicamente, porque de "leve" este livro não tem nada.

Primeiramente, preciso ressaltar que a estória se trata de um legítimo romance; a ação que se segue é a típica dos romances, a ação emocional e sentimental que os constrói e os envolvem. Ou seja, na era atual de Jogos Vorazes, em que os novos leitores estão acostumados a ver o romance sendo deixado um pouco de lado em prol dos grandes arcos e acontecimentos advindos deles, a leitura de um romance legítimo pode ser um pouco massante. Porém, contudo, todavia, Paixão Sem Limites não decepciona. Abbi Glines consegue genuinamente nos prender do início ao fim com seu enredo tangível e misterioso.


A segunda coisa que é preciso ser destacado antes de começar definitivamente a crítica é que, além de ser um romance, Paixão Sem Limites é um romance erótico. Pessoalmente, eu não sabia disso quando comecei a ler. Na verdade, o li por puro tédio e insônia, mas sua qualidade não me deixou desapegar. O fato é: se eu soubesse que era erótico, teria lido mesmo assim? Não sei, talvez. O fato de ser uma literatura adulta pode afastar um público tanto quanto pode atrair. Tanto faz. A verdade é que, independente de sua classificação, o livro é maravilhoso. É preciso quebrar essa estigma de que a literatura erótica se trata de pornô. Na minha humilde opinião, quando usadas corretamente, as cenas de sexo servem para acrescentar a estória. Assim, algumas obras se perdem, mas isso não significa que podemos taxar toda uma categoria. Paixão Sem Limites está aí para provar que não só os romances ainda estão na moda, como o erotismo e a sexualidade, quando exploradas da forma correta, acrescentam e muito o enredo.


Blaire Wynn é uma das protagonistas mais fortes que já tive o prazer de conhecer. Ela é a personificação da insegurança e da solidão, mas também da força e da humildade. Em um passado não muito distante, Blaire perdeu a irmã gêmea para um acidente de carro e foi abandonada pelo pai, para o qual precisa apelar quando perde também a sua mãe, vítima de um câncer.


Porém, sua estadia em Rosemary, na grande mansão de Rush Finlay, se torna um inferno aparentemente sem fim. Blaire vê seu modo de vida ir de encontro ao luxo e a riqueza da nova família do pai, que inclui os filhos de sua nova esposa Georgianna - o misterioso Rush e a insuportável Nan. Sem dar muitos spoilers, ressalto apenas que muitas dores, paixões, humilhações e muitos mistérios fazem com que Blaire saia dos trilhos. Enfim, a autora me ganhou completamente com essa protagonista, a qual me identifiquei logo nas primeiras páginas.




"Não foi Rush quem me fez fugir. Foi ele quem me fez querer ficar."



Além de todo o drama que já envolve a vida de Blaire, seja no trabalho, com os amigos, mas principalmente na presença de Rush, ela é constantemente importunada por um grande segredo que se arrasta até as últimas páginas do livro. Segredo este que torna seu romance com Rush proibido, mesmo sem que ela saiba o porquê. É revelado apenas que ele envolve Nan, irmã mais nova e antipática de Rush.


Por fim, as cenas de sexo são fortes, mas também são envolventes. Na minha opinião, acrescentaram muito à estória, mostrando o profundo envolvimento e a forte conexão que se formou entre o casal - o que torna as coisas muito dolorosas no final, quando o big secret é revelado. Mas não, não darei spoilers. O livro vale a pena de ser lido e, muito mais, vivido. É um tanto doloroso, mas é desse jeito que é a vida, correto? o/

Paixão Sem Limites é o primeiro livro da "Trilogia Sem Limites"; sua sequência, Tentação Sem Limites (Never too Far), já saiu do meu forno e está prontinho para ser devorado por mim. Espero que tenham apreciado a crítica e continuem acompanhando minha jornada de leitura em mais um universo encantador. 









Ficha Técnica


Título: Divergente (Divergent)
Autor (a): Veronica Roth
Editora: Rocco
Gênero: Distopia, Aventura
Nº de Páginas: 502



Sinopse: 
"Nesta versão futurista de Chicago, a sociedade se divide em cinco facções dedicadas ao cultivo de uma virtude - a Abnegação, a Amizade, a Audácia, a Franqueza e a Erudição. Aos dezesseis anos, numa grande cerimônia de iniciação, os jovens são submetidos a um teste de aptidão e devem escolher a que grupo querem se unir para passar o resto de suas vidas. Para Beatrice, a difícil decisão é entre ficar com sua família ou ser quem ela realmente é - não pode ter dois. Então, faz uma escolha que surpreende a todos, inclusive a ela mesma.

Durante a iniciação altamente competitiva que se segue, Beatrice muda seu nome para Tris e se esforça para decidir quem são realmente seus amigos - e onde se encaixa na sua nova vida um romance com um rapaz fascinante, porém perturbador. Mas Tris também tem um segredo, que mantém escondido de todos, pois poderia significar sua morte. Ao descobrir um conflito crescente que ameaça destruir sua sociedade aparentemente perfeita, ela também aprende que seu segredo pode ajudá-la a salvar aqueles que ama... ou destruí-la."


Montar uma crítica de um livro que já é um grande sucesso nos cinemas é uma tarefa bem difícil, pois, as comparações entre ambos são quase inevitáveis. Aqui, vou tentar me ater principalmente aos aspectos do livro mas, em alguns momentos, as comparações serão indispensáveis.

Divergente segue basicamente a trajetória de Tris, oriunda da Abnegação, que deixa sua família para seguir à facção a qual acredita realmente pertencer. Uma vez em um território completamente diferente a qual estava acostumada, ela se vê obrigada a fazer coisas que nunca pensara em fazer, mas desejara em segredo, e a enfrentar seus medos, enquanto ainda tenta se manter fiel às suas antigas ideologias.



"Acho que todos nós cometemos um erro; passamos a rebaixar as virtudes das outras facções no processo de reforçar a nossa. Não quero fazer isso. Quero ser corajoso e altruísta e esperto e bondoso e honesto. Eu me esforço continuamente para ser bondoso."



Posso afirmar alegremente que nenhum livro me prendeu tanto quanto esse desde A Maldição do Tigre, que li por volta de 2013. A estória não é somente intrigante, ela nos faz sentir muito próximos à sua realidade: da indecisão sobre o futuro e como ela nos afeta, da competitividade até mesmo entre nossos próprios círculos de amizades, nas traições, das perdas, e do romance real - aquele que cresce gradualmente e conquista o leitor pelos detalhes, pelo companheirismo, e não somente pela personificação da perfeição que muitos trazem consigo.


Um dos aspectos que mais me agradou durante a leitura foi a Tris. Posso dizer que não tenho um bom histórico de relacionamento com as/os protagonistas de livros, mas dessa vez foi diferente. Ela é fisicamente fraca, mas dá o máximo de si pra ser melhor. Ela é pequena, mas tem um coração grande que a torna superior que a maioria das pessoas, mesmo que não perceba ou admita. Seus defeitos e qualidades a tornam uma personagem pela qual é fácil torcer e admirar.



"O abismo serve para nos lembrar que ha um limite tênue entre a coragem e a estupidez."



O modo como a Veronica Roth faz com que a estória cresça é impressionante! Sua escrita é simples e arrojada ao mesmo tempo, fácil de assimilar e fluir. Os personagens são carismáticos, originais e muito reais. Lembro-me que peguei o livro em um dia de tédio e não consegui parar até tê-lo devorado, já ansiando por Insurgente, a sequência. E, ainda por cima, pasmei ao perceber que havia lido mais de quinhentas páginas. Sim, eu só percebi quando vim fazer a ficha técnica que está no início dessa crítica.

Quanto ao sucesso cinematográfico da franquia, ao comprar o livro, já havia assistido os dois filmes (Divergente e Insurgente) e me considerava fã. Sabia, porém, que no processo de adaptação para o roteiro do filme, muitas coisas têm de ser descartadas ou minimizadas. Assim, eu poderia citar uma longa lista - nada muito impactante, apenas alguns detalhes que a depender do leitor/expectador, aprofundaria a perspectiva geral do enredo. No entanto, vou me ater ao mais importante detalhe deixado de fora do filme, ao menos no meu ponto de vista :


[alerta de spoiler]

O fato da mãe da Tris ser uma divergente também e, além de tudo, ser filha de uma das líderes da Audácia. "Ah, mas por que isso é tão importante?" Porque foi significativo para Tris, que quase não fazia ideia do que era ser uma divergente. Ainda por cima, é uma coisa simples que poderia ter sido facilmente encaixada em um dos diálogos das cenas finais do filme, mas que por alguma razão foi deixada de lado. Como não acompanhei nenhuma entrevista ou artigos sobre o mesmo, deixo essa minha pequena dúvida no ar.

 [fim do spoiler]


Enfim, já estou com o e-book de Insurgente prontinho para ler, louca pra acompanhar - mesmo já tendo recebido mil e um spoilers - o que vai acontecer a seguir com a Tris. Espero que você, seguidor do blog, leia também e compartilhe suas opiniões aqui nos comentários. Beijos e até a próxima!



Avaliação: